Direto da passarela: como usar cores neutras

As semanas de moda estão a todo vapor no exterior. Já tivemos os desfiles em Nova York e Londres, a temporada primavera-verão 2019 na capital inglesa foi a mais recente e nesta semana começaram as apresentações dos estilistas em Milão. O mês termina com a semana de moda de Paris.

Tem muita coisa interessante que podemos observar nestas semanas. Além dos trabalho artístico de muitos profissionais, podemos ver na passarela algumas interpretações de como as pessoas estão se expressando nas ruas, pois as marcas estão se aproximando dos clientes e tentando captar o Zeigeist (termo alemão cuja tradução significa espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos).

Das marcas que já desfilaram, a que mais me chamou a atenção e que acho que pode ser útil a você, meu cliente que está sempre ligado no Zeigeist e quer praticidade, foi a Burberry. Marca inglesa fundada em 1856, foi lá que inventaram uma das peças mais icônicas da indumentária humana, o trench coat. Para este desfile, anunciaram a chegada de um novo estilista, Riccardo Tisci, designer italiano, que esteve à frente da Givenchy por 12 anos. Sua chegada à casa de moda inglesa foi cercada de burburinho. O mais importante, foi o anúncio de que a Burberry não vai mais queimar os estoques não vendidos (US$ 38 milhões em produtos foram incinerados em 2018 para evitar contrabando e falsificação, segundo a empresa).

Considerada uma surpresa, a vinda de Tisci foi uma realização do novo CEO da Burberry, Marco Gobbetti. Os dois já haviam trabalhado juntos na Givenchy. A decisão foi bem recebida no mercado: as ações da Burberry subiram 4% logo após a divulgação da notícia.

Bom, vamos falar agora do desfile de estreia de Tisci (que apresentou 138 looks masculinos e femininos). O experiente estilista soube fazer um trabalho autoral que não tirou o DNA da marca: clássico. Deu seu toque de contemporaneidade, mas soube preservar a elegância e a tradição que a Burberry carrega. Trouxe as cores de seu icônico xadrez – bege, vermelho, branco e preto – valorizadas e combinadas entre si de forma maestral. Também combinou estampas clássicas como animal print e poá. É aqui que pretendo mostrar para você como podemos tirar lições das passarelas.

Um look monocromático valoriza a cor escolhida para tanto. Se for um neutro como os escolhidos para a coleção da Burberry, a leitura que se tem é de elegância. Isso porque, há pouco ruído visual num look monocromático, há suavidade para o olhar transitar. Da mesma forma, neutros combinados entre si também são elegantes. São cores consideradas básicas, “boas”, que quem te olha provavelmente gosta e se sente confortável. Porém, quando combinadas entre si trazem mais sofisticação, criatividade.

Quanto mais doses de cores escuras, mais imponência e autoridade. Quanto mais doses de cores vibrantes, no caso aqui o vermelho, mais sensualidade, dinamismo, assertividade. Os neutros nos dão muitas formas de estar interessante visualmente e comunicando mensagens distintas. Por isso, quem gosta de ter um guarda-roupa básico não precisa ter monotonia.

E você o que achou desta proposta da Burberry?

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Fotos: divulgação

Coloração pessoal: as cores que mais te favorecem!

Os apelos para que a gente esteja sempre linda, tenha uma pele radiante, uma boca sedutora, um olhar perfeitamente delineado são muitos. São todos externos, da publicidade, do cinema, dos influenciadores (digitais ou as celebridades de sempre mesmo). Queremos seguir padrões alheios.

Mas, já parou para pensar que é possível olhar para si mesmo e encontrar em você a resposta para saber o que mais te favorece? A consultoria de estilo – pelo menos a minha metodologia – é um processo que parte deste princípio, mas neste artigo vou tratar de um assunto específico: as cores que mais valorizam uma pessoa.
Para encontrar os tons ideais de uma cliente, eu uso uma técnica chamada análise de coloração pessoal. Esse método também é conhecido no mercado como colorismo, análise cromática, consultoria de cores e cromatismo – é apenas uma questão de nomenclatura.

E como é feita a análise? Coloco na cliente um avental e uma faixa no cabelo para isolar outras cores que não sejam as do rosto. E com tecidos coloridos, sob luz natural, vou analisando os efeitos de diferentes temperaturas, intensidades e profundidades para, com muita técnica e concentração, avaliar os tons que a cliente possui em seu rosto. Assim, chego na cartela ideal, que será uma grande aliada para escolher peças que destaquem seus tons naturais e também que combinem entre si, uma vez que vai conter cores que se harmonizam umas com as outras. As cores certas nas roupas dão mais viço par a pele, destacam a cor dos olhos, disfarçam olheiras e manchas. A sua cartela também será o guia certeiro para comprar maquiagem que harmonize perfeitamente com seu rosto e escolha tintura que deixe seu cabelo num tom ideal para você. É uma metodologia que enxerga o indivíduo. Veja minhas clientes maquiadas com cores das suas cartelas:

Porém, ninguém é obrigado a ficar preso à cartela da coloração pessoal. O bacana é que, uma vez sabendo do efeito que as cores têm sobre nós, podemos usá-las de forma inteligente. Se eu tenho uma blusa preta que me deixa muito abatida, por exemplo, posso usá-la com um colar em cor que me favoreça, ou fazer uma maquiagem que equilibre e pronto! Além disso, cores têm mensagens e códigos culturais embutidos nelas. Vermelho paixão, azul tranquilidade… não é? E essas informações também contam na consultoria e são consideradas no momento de montar a cartela para o cliente, somadas, É CLARO, ao gosto individual.

Portanto, fazer a análise de coloração pessoal traz um empoderamento incrível, um conhecimento sobre sua própria beleza que abre um mundo de possibilidades!

Um workshop para encontrar seu estilo

E chegamos à segunda edição do workshop Guarda-Roupa Sem Crise! Foi na tarde do sábado, dia 1º de julho, que me reuni com a parceira Juliana Sena e mais seis alunas para passar conhecimento em estilo pessoal e experiências.

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Eu e a Ju pensamos nesse formato para proporcionar uma experiência de consultoria de estilo que fosse mais acessível, sem perder a eficácia. Por isso, o modelo workshop, que é mais do que um curso, é uma oficina interativa (daí nasceu o termo em inglês, que significa oficina de trabalho). Também montamos turmas reduzidas e nos unimos em uma dupla, assim é possível dar atenção e realmente discutir as ideias de cada uma durante os exercícios.

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Para esta segunda edição, ampliamos a parte prática e, para isso, foi fundamental a parceria da Upper Bag, um e-commerce inovador que manda bags (malinhas) de roupas e acessórios de acordo com o estilo do cliente. Funciona assim: você preenche um cadastro no site, colocando suas informações pessoais e dados de altura e medidas, e também dá dicas de gostos pessoais, hábitos e necessidades. Eles têm uma equipe de personal stylists que entram em contato com você via WhatsApp para pegar detalhes e depois preparam uma malinha com peças com o seu perfil. A malinha chega na sua casa e você pode escolher as peças que quer comprar, sem compromisso. Depois eles retiram o que você não quiser ficar.

Eu conversei com o Alexandre Abrahão, CEO da Upper BAG, sobre a parceria e ele foi muito receptivo desde o começo. Nós passamos diferentes perfis para a equipe e eles nos enviaram malinhas para que tivéssemos boa variedade de peças para os exercícios com as alunas. Foi ótimo! Ainda mais para um programa de aula como o nosso, em que partimos da relação que temos com o guarda-roupa para falar de estilo pessoal.

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Nosso principal objetivo com o workshop é levar as alunas a fazerem uma autoanálise para que percebam quem são, o que querem e o que precisam. O autoconhecimento nos leva a ter clareza. E com isso, começamos a enxergar nosso estilo. Ensinamos técnicas para ter essa “autovisão”. As alunas identificam qual estilo possuem e se tem mais de um – sim, é possível ter uma mistura de estilos. E aí, começamos a exercitar a coerência e a criatividade em expressar a personalidade ao se vestir. Por isso, trabalhar com peças após o lado teórico e conceitual é importante – pois ativa o aprendizado ali mesmo, na hora.

Gente, é tão legal! Sem modéstia aqui…. Bom, assim que tivermos mais informações sobre a terceira edição, venho correndo avisar aqui e nas minhas redes sociais > me sigam por lá também @camila.estilo.

Fotos: Jéssica Liar

Consultoria de estilo para todo mundo

Quando a gente ouve falar em consultoria de estilo ou personal styling, essas coisas parecem que existem só no mundo das celebridades. Ou são caras. Bom, eu sou consultora de estilo e uma das coisas que mais escuto, mais do que a pergunta: “o que é que você faz?” é “adoraria fazer uma consultoria, mas é caro”. Você sabe o preço? Me pergunta! Você sabe como é? Me pergunta! Mas, como ninguém perguntou (hahaha, brincadeira, tem gente que pergunta sim) fiz um canal no YouTube que vai mostrar quais são pontos que a consultoria trabalha. E os principais deles são justamente os pilares do workshop que criei com a Juliana Sena. Nosso principal objetivo foi desenvolver algo que fosse mais acessível, em tudo: no formato, no preço, no tempo, para quem quer encontrar ou desenvolver o próprio estilo. E para estrear o canal, fiz um vídeo que fala tudo sobre o workshop. Então clica aí e me conta o que acha! É para ninguém ter crise diante do guarda-roupa 🙂

 

Estilo pessoal é importante (e está na moda!)

Nem todo mundo entende o que é o trabalho de uma consultora de estilo pessoal. Desenvolver ou aperfeiçoar o estilo do cliente pode ser feito para: 1. Uma pessoa que queira levar o conhecimento adquirido para sua vida cotidiana; 2. Para um veículo de mídia que irá registrar um momento daquela pessoa 3. Ou ainda para quando o cliente vai a um evento e precisa expressar de maneira direta e poderosa sua presença.

O trabalho é sempre desenvolvido em parceria com o cliente, pois seu estilo é dele, claro, e a consultora o ajuda a trazê-lo à superfície, a expressá-lo de forma eficiente. Para explicar melhor como a imagem e o estilo são importantes para cada um de nós, conto com a expertise de Valeria Doustaly, consultora de imagem e vice-presidente da AICI (Association of Image Consultants International) na França, e de Dione Occhipinti, stylist e professora do Instituto Marangoni. As duas ministram o curso Paris Style Week, do qual eu participei em setembro de 2015 e recomendo muito!

Também tomo como exemplo a recente capa da Caitlyn Jenner na Vanity Fair, que trouxe à tona o trabalho da diretora de estilo da revista, Jessica Diehl. Para quem não sabe, Caitlyn antes era conhecida como Bruce Jenner. Ele foi campeão olímpico em decatlo, pelos EUA, em 1976. Nos anos 90, se casou com Kris Jenner, matriarca do clan Kardashian. Há poucos meses, revelou ao mundo que é transexual, e mostrou sua nova expressão visual na reportagem da Vanity Fair, produzida por Jessica. Um clique que comunicava muita coisa: quem é essa mulher, como ela quer se apresentar ao mundo, qual seu papel na sociedade… um baita trabalho de imagem e estilo.

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Caitlyn na capa cuja imagem rodou o mundo

A diretora da revista, um veículo de formação de imagem no mainstream, já é reconhecida no meio, mas com essa capa ganhou fama mundial. Sobre seu trabalho disse à revista Love: “Fotografar celebridades se torna um desafio de administrar pessoas e deixá-las confortáveis; a moda fica menos importante que o estilo e a imagem – você quase quer ficar longe das tendências por que não quer que as pessoas olhem para as fotos e pensem ‘oh, isso é da coleção de outono/inverno’. Você quer que vejam as fotos e pensem ‘essa é uma linda foto da Kate Winslet”. Cabe dizer aqui que a revista Love fez uma edição trazendo só as pessoas que mais merecem destaque no mundo atualmente, e a diretora da concorrente Vanity Fair está lá….

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Jessica Diehl na Love Magazine

Dione, que trabalha como stylist em produções para revistas, explica a diferença entre fotografar ensaios de moda e famosos: “Nos editoriais de revistas temos um tema para o shooting e focamos nele, existe uma história, um sonho. As celebridades são pessoas reais que têm seu próprio estilo e querem estar dentro dele, ser coerentes com sua imagem”, e completa “a imagem deve representar seu estilo pessoal e sua personalidade. É a primeira impressão e conta muito”.

Valeria tem sua carreira focada em “pessoas físicas”, fora do mundo editorial. Especializada no segmento corporativo, ela já cuidou de muitos executivos e explica que a consultoria de imagem pode ser contratada por qualquer um, seja celebridade ou não. Ela exemplifica dizendo que é adequada a alguém que queira mudar seu visual para se sentir mais feliz, por alguma pessoa que precise aumentar sua autoestima com um novo guarda-roupa, ou que esteja procurando um novo emprego e queira aprender a se apresentar melhor ou, ainda, por uma empresa que deseje que seus colaboradores representem seus valores. “E a lista segue. Por isso existem consultoras de imagem mais focadas na aparência e outras que se especializam nos temas de comportamento e comunicação, eu formo parte do último grupo”, diz. Ou seja, consultoria de estilo trabalha por meio das roupas, expressando a personalidade do cliente no que ele usa. A consultoria de imagem trabalha o comportamento e a comunicação, no modo de agir. E as duas podem ser aliadas, em um trabalho conjugado.

Acostumada a desenvolver a imagem de pessoas públicas, Valeria indica que o estilo vem de dentro: “Karl Lagerfeld dizia que ‘si vous n’avez pas un physique élégant, la robe la plus élégante n’arrangera rien’ em português, ‘se você não tem um jeito elegante, o vestido mais elegante não servirá de nada’. Dito isto, creio que se vestir bem vale muito, mas se você não souber levar as roupas de nada servirá. Adequar o jeito de se vestir para se apresentar corretamente numa determinada ocasião é uma das coisas que uma boa consultora de imagem pode fazer pelo seu cliente”. E isso é feito de forma que o cliente se sinta confortável dentro de sua vestimenta e, sobretudo, de sua pele.

Considerando tudo isso e indo um pouco mais além, ouso dizer que o estilo pessoal “está na moda”. E não afirmo isso do nada. Há algum tempo, temos visto a subjetividade predominar quando se trata daquilo que nos desperta desejo. E o que começou no street style, blogs e mídias sociais se voltou para aquele que faz toda essa indústria rodar. Recentemente, a crítica de moda Vanessa Friedman escreveu em sua coluna do New York Times sobre duas exposições que acabaram de estrear em grandes capitais da moda: Paris e Nova York. Ambas exaltam o estilo pessoal de duas figuras importantes da história e, mais do que isso, para delírio das consultoras de estilo, a importância do cliente. Uma é a exibição “La Robe Retrouvée: Les Robes-Trésors de la Comtesse Greffulhe” (Vestidos – os tesouros da Condessa Greffulhe), no Palais Galliera, em Paris, e a outra a mostra “Jacqueline de Ribes: The Art of Style” (Jacqueline de Ribes: A Arte do Estilo) no Met, em Nova York.

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Jacqueline de Ribes fotografada por Richard Avedon – cortesia do Met

Sobre a exposição em Paris, seu curador falou: “Sempre falamos dos designers, mas raramente dos clientes”, justificando a escolha do tema, e completa: “são os clientes que têm mais a nos ensinar (sobre moda)”. Já o responsável em Nova York disse que sua curadoria é sobre “Não comprar muito, mas sim filtrar através da moda para encontrar o que é certo para você”, referindo-se ao comportamento de Jaqueline de Ribes. Vanessa, a jornalista que os entrevistou, arremata: “Apesar de que esses dois estilos pareçam nos mostrar o retrato de uma outra época, as lições mais amplas e abstratas das exposições – sobre pensar por si mesmo, sobre entender que se cria identidade por meio de roupas e, consequentemente, oportunidades – são absolutamente contemporâneas. Mais atemporais até que os vestidos exibidos”. Falou tudo!

Bom, depois dessa dissertação, algumas dicas 🙂 :

Fiquei mais atenta às colunas de Vanessa Friedman após começar a seguir a Consuelo Blocker no Snap Chat (consueloblocker). Vanessa é brilhante em texto e conteúdo. Vale a pena colar nas duas: Blog da Consuelo e Coluna da Vanessa.

Se você é consultora de estilo, não deixe de se associar à AICI. Hoje, a Associação tem também um certificado. No Brasil, apenas três consultoras são certificadas! Valeria recomenda tentar a prova e eu também – plano pessoal para um futuro próximo.

Confira o Paris Style Week, curso com aulas de consultoria de estilo, visitas a ateliês e lojas exclusivas, em Paris, com as professoras Valeria Doustaly a Dione Occhipint. Eu fiz e adorei. A turma para janeiro de 2016 está com inscrições abertas. Na Página do Facebook da PSW você pode encontrar todos os contatos.

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Da esquerda para a direita: Dione Occhipinti, Renata Tenca (estilista), eu e Valeria Doustaly durante visita da Paris Style Week

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Turma da Paris Style Week reunida

Quem anda pela gringa, confira as exposições, por favor! Informações no site do Met  e da Palais Galliera.

Como usar roupas claras ou escuras para destacar sua beleza natural

Na análise global que faço na consultoria de estilo considero a coloração pessoal, e uma das características que observo para descobrir a cartela de cores do cliente é a sua profundidade. Ou seja, se os tons do seu rosto – pele, olhos, sobrancelha, lábios e subtons como olheira e veias – são mais claros ou mais escuros.

As pessoas mais escuras têm sobrancelha preta ou castanho escura, olhos castanho escuros, cílios mais destacados. As claras têm tons mais loiros, castanho claros ou mais acinzentados. Os olhos também são mais claros e a pele tem menos subtons escuros; as olheiras são mais marrons ou avermelhadas, enquanto pessoas escuras têm olheiras mais roxinhas. Isso não é algo que se mede pelo tom de pele, tem a ver com o conjunto do rosto. Quanto mais escura a pessoa for, mais profunda ela é. Vamos a um exemplo de duas pessoas com cabelos e olhos castanhos, mas com profundidades diferentes: Angelica Huston e Drew Barrymore, no filme Para Sempre Cinderela:

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Bom, ao transpor a coloração pessoal para roupas, o ideal é compor o look de acordo com o nível de profundidade. Quem tem tons escuros, mais fortes, harmoniza melhor com cores que seguem essa linha. Cores muito suaves ou delicadas podem deixá-la sem vida, apagada. Pessoas claras e delicadas ficam melhores com uma cartela com essas características, para não “sumirem” dentro da produção.

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Duas mulheres que são referência de estilo, brilhando: Rachel Bilson, escura e com roupas idem; e Kate Bosworth, clara e usando tons delicados.

Cores também transmitem mensagens. Não é a toa que uma atriz forte e de cores profundas, como Angelica Huston, foi escalada para viver a madrasta em Cinderela. E sua antagonista, mais romântica, tinha uma coloração oposta – que também é refletida no figurino. Um bom exemplo, e extremamente evidente, de caracterização de figurino também pode ser visto no longa Cisne Negro. Nele, Natalie Portman vive uma bailarina com conflitos psicológicos, que assume duas personalidades. Uma delas é intensa, forte e dramática, usando somente cores escuras. A outra é sensível, volátil e tolerante, vestindo apenas cores claras. E o recurso cromático de apoio ao enredo não se restringe à bailarina, todas as personagens que se relacionam com seu lado “negro” usam cores profundas e vice versa.

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Mila Kunis e Natalie Portman em cena de Cisne Negro

Uma pessoa de cores claras pode não ter exatamente uma personalidade delicada. Ou pode querer transmitir mais força, sobriedade. Então, o uso de cores escuras a ajudará nisso. E o contrário também é válido. Uma pessoa de coloração escura pode querer transmitir leveza, abertura. Para não ficar um look descompensado, a saída é sempre buscar equilíbrio, usar uma maquiagem que destaque mais os traços do rosto ou algum elemento, como um lenço, que esteja na sua coloração pessoal. O bacana é entender como as cores podem agir no nosso estilo e, assim, ter informação para aproveitar seu poder. Não existe certo ou errado, melhor ou pior. Se te interessou saber qual é sua coloração pessoal, entra em contato comigo clicando aqui 😉