Eu não ando na moda e sou tendência?

Sim! Mas, se você andar na moda, também pode ser tendência. E pode, inclusive, ser muito chique e estiloso, sem estar em tendência nenhuma.

Deu um nó?

Bom, ter estilo independe do que os estilistas, a indústria têxtil e as lojas apontam como legal vestir. Mas, ironias da vida, hoje, usar o que todo mundo usa, o que ninguém impôs, o que é popular, virou moda. E  os estilistas, a indústria têxtil e as lojas olharam para as pessoas nas ruas para fazer o que está nas vitrines agora. É a tal da tendência Normcore. O normal no centro. É um movimento muito mais amplo, de cunho social, que engloba a moda.

Esse termo surgiu de um estudo de agências que ficam de olho no comportamento das pessoas para identificar novidades relevantes, que em breve todos vamos adotar. Eu fiz um curso de cool hunting que ensina a pesquisar e abordar temas dessa forma. E hoje trabalho com consultoria de estilo pessoal, que é algo parecido, mas aplicado a um universo micro, o da pessoa, do cliente. Gosto de pensar que essas duas visões tem um conjunto de intersecção, compartilham um resultado (alô, aula de matemática, falei certo?).

Explico isso e também um pouco mais para o Max Fivelinha – que é um querido e já não usa nada no cabelo e anda bem Normcore (BRINKS). Dá o play e prestigia minha primeira entrevista do outro lado do balcão:

Se essa história de  ter um estilo próprio, de como fazer para expressar sua personalidade na aparência, como usar roupas de forma esperta e consciente te interessa, me manda um email 😉 contato@ninguemperguntou.com ou camilar80@gmail.com

O que é Consultoria de Estilo Pessoal?

Moda e comportamento sempre foram grandes paixões. Sou formada em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, de São Paulo, e no começo da minha carreira trabalhei como assessora de imprensa para empresas de moda. Depois, andei por outros caminhos até que, há alguns anos, decidi voltar a profissionalizar os temas que gosto, afinal, eles nunca saíram da minha vida. Foi assim que me encontrei fazendo a especialização em “Consultoria de Estilo Pessoal” da Oficina de Estilo.

Todos nós temos gostos e escolhas de vida. Podem ser culturais, gastronômicos, políticos, de lazer. Também temos deveres – trabalhamos, pagamos impostos, somos responsáveis por muitas coisas que a vida traz ou que buscamos ter. Além disso, temos memórias, que nos confortam, e aspirações, que nos fazem desejar o futuro. Tudo isso molda a forma como vivemos e como nos expressamos.

A consultoria de estilo pessoal – também conhecida como personal styling – reconhece e sente os valores e escolhas dos clientes, sem julgamentos, sem imposições, para traduzir coerentemente seu modo de vida em expressão visual. Para isso, trabalha por meio das roupas, da aparência e da postura visual, considerando também pontos como corte de cabelo e maquiagem. As roupas são nossa segunda pele, elas nos abraçam e podem se comunicar conosco mesmos (sabia disso?) e com o mundo. É o cartaz que mostra quem somos e o que queremos. São símbolos que transmitem mensagens e nos conectam com as pessoas. Mas, acima de tudo, que carregamos muito próximos a nosso ‘eu’. A consultoria de estilo pessoal, portanto, analisa e trabalha o autoconhecimento para que a expressão visual esteja de acordo com as prioridades de vida e de alma de cada um.
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Como funciona?
Eu trabalho com o método desenvolvido pela Oficina de Estilo, escritório da dupla Cristina Zanetti e Fernanda Resende que, desde 2003, faz um trabalho focado em autoconhecimento, entregando ferramentas para o cliente montar looks certeiros, de acordo com suas expectativas e necessidades.

Por meio de técnicas de empoderamento, a consultoria é conduzida com etapas de análise e etapas práticas. Primeiro, junto ao cliente, identifico suas vontades e prioridades para encontrar sua identidade visual. Na sequência, passamos por fases práticas que exercitam a forma de vestir, sua relação com as roupas, considerando diversos aspectos. Dessa forma, chega-se a uma expressão visual alinhada ao estilo pessoal, que fará parte de sua vida.

Para quem serve?
Não é só para celebridades. Qualquer um pode fazer uma consultoria de estilo. Se você foi promovido ou mudou de emprego (eba!) e precisa impressionar ou se adequar ao novo ambiente profissional, uma ajuda para transformar seu estilo natural em um estilo-poderoso-corporativo pode ser muito bem-vinda. Também é um processo mágico para aqueles que estão alimentando a autoestima, se conhecendo melhor, e querem promover mudanças no visual. Ou para quem perdeu ou ganhou alguns quilos e as roupas de sempre já não caem tão bem. Ou simplesmente para ter uma habilidade mais desenvolvida ao expressar-se visulamente – e ficar mais belo! A consultoria, investiga, treina e ensina, para que se tenha um conhecimento duradouro sobre estilo. Pode ser que de vez em quando você queira mais uma ajudinha da consultora – em momentos de mudança, viagens ou liquidações – mas na vida real, no dia a dia, estará apto a combinar roupas e criar looks com a sua cara.

O que se ganha com isso?
Clareza e visão do próprio estilo e habilidade para montar looks e ir às compras de forma planejada; Conhecimento sobre consumo consciente, de como comprar de forma inteligente, que não desperdice o seu dinheiro, e sustentável, que contribua para um mundo mais equilibrado; Um guarda-roupas funcional e prático; Novos looks, que valorizam a silhueta e expressam a identidade visual – registrados em um look book; Uma identidade visual com direcionamentos personalizados para seguir aplicando o que aprendeu durante a consultoria.

Essa é uma mágica possível. Não tem truque 😉 Se te interessou, me manda um email no camilar80@gmail.com que eu te conto mais detalhes.

Foto: Rayanna Autiama

O fotógrafo e a cidade

Imagine alguém que passasse 50 anos fotografando regularmente as pessoas nas ruas de uma grande metrópole, que as observasse na maneira de se vestir, de usar o cabelo, nos hábitos, nas coisas que carregam em seu dia a dia. Imagine que todas essas fotos, além de publicadas estivessem muito bem catalogadas e guardadas, em seus devidos negativos, em dezenas de fichários. Agora imagine que esses fichários estivessem todos na casa do fotógrafo. Que não é bem uma casa, mas sim um minúsculo apartamento, que nem cozinha e banheiro tem. Pois esse cenário existe. E nele reside um dos maiores fotojornalistas de todos os tempos, que é também um mestre do estilo e uma pessoa adorável.

E você pode conhecer sua história no excelente documentário Bill Cunningham – New York, que o acompanha em sua rotina clicando a moda das ruas e também conta seu passado profissional. Um filme que agrada a qualquer um, seja simpatizante da moda ou não. Isso porque, a carreira do  fotógrafo é bastante interessante e o registro histórico que faz da cidade, sensacional. Seu estilo de vida é tão importante quanto daqueles que fotografa. Dá uma olhada no quarto dele, ocupado pelos fichários de negativos, na foto aí embaixo, para ter uma ideia do figura. A obra já foi lançada há algum tempo (2011), demorei bastante para ver, até que enfim o fiz e recomendo muito que você o faça também.
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Aos 85 anos, Bill publica uma coluna semanal no site e na versão impressa do The New York Times, desde 1978, onde mostra o que coletou circulando de bicicleta pela cidade, capturando o estilo dos transeuntes. Seu olhar carrega uma estética apurada, assim como um viés antropológico. Suas fotos mostram o que há de comum entre a massa (e se pode chamar de tendência), mas também a grande diversidade de estilos, contradições que formam a personalidade de uma grande metrópole.

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O veterano fotógrafo não deixa de cobrir portas de desfiles e eventos da sociedade e do circo fashion, como fazem colegas renomados e muito bons como Scott Schuman, Garance Doré e Yvan Rodic, porém ele segue ainda mais próximo do cotidiano, verdadeiramente das ruas. Afinal, aqueles que vão às semanas de moda e afins se preparam para ser vistos, tem informação e acesso a produtos antes de todo mundo. Ou seja, estão imersos na indústria da moda e, apesar de criativos e com alto senso de estilo, não têm um ímpeto tão espontâneo ao montar uma combinação de roupas quanto um cidadão qualquer, flagrado na rua. Os fashionistas são ótimas referências de moda, contudo não geram tanta empatia e identificação com a maioria das pessoas.

Além disso, a visão de Bill do que vale um clique, de que estilo está acima da moda, de que beleza está no inusitado, no espírito que se expressa na roupa, no inovador, é muito inspirado. Seu posicionamento, como observador dos fatos, é encantador. Chega a ser excêntrico. Quando vai a um evento, não aceita nem um copo d’água, afinal, está ali a trabalho. Por anos, não recebeu salário de uma revista, se recusava, pois acreditava que o dinheiro o faria dependente das imposições editoriais e ele queria fotografar de forma livre e autoral.

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No Brasil, temos o RIOetc fazendo um trabalho muito legal de registro do estilo carioca, porém ainda acho que falta alguém que retrate mais o povo da rua. Em São Paulo, alguns veículos da imprensa fazem de vez em quando, em shows e festivais, ou pontualmente para mostrar alguma tendência, mas ainda não conheço algum fotógrafo – blog, tumblr, Instagram – bacana. Se alguém tiver um para indicar, conta aqui, por favor.

Fotos: First Thoughts Films /Zeitgeist Films

Santiago de Compostela

A viagem que fiz a Portugal teve uma cidade que não fica no mesmo país, mas nem considero um desvio de rota. Me explico: do Porto fui até Santiago de Compostela, na Espanha, cidade que ficou ainda mais famosa após o romance Diário de Um Mago de Paulo Coelho. É a capital da Galícia, uma região que é uma “intersecção de países”, no noroeste da Espanha, quase Portugal, com paisagens e hábitos compartilhados. O idioma, galego, é um misto do que se fala nas duas nações. Isso é uma alegria para os brasileiros que adoram mandar ver no portunhol. Mas, cabe ressaltar, a lingua oficial é a de Cervantes.

A capital galega é mundialmente famosa por ser o destino final de peregrinos cristãos – alguns nem tanto – que percorrem o Caminho de Santiago. Sua catedral abriga o túmulo de Tiago (Santiago, em espanhol) um dos apóstolos de Cristo. Sim, gente, o lugar tem poder. Seja você cristão ou não, se tiver um pouco de espiritualidade vai sentir a energia presente. Ou, no mínimo, se comover com toda a movimentação de pessoas em busca de alguma benção ou paz de espírito. Dentro da catedral há vários confessionários disponíveis durante todo o dia, com padres multilíngues para receber os peregrinos. Além disso, há três missas diárias, que ficam lotadíssimas. Os sacerdotes mencionam nomes das pessoas e dos grupos recém-chegados durante a celebração e fiquei impressionada com a quantidade de brasileiros de fé.

Bom, fora o lado religioso, a cidade é uma fofura, toda medieval, a história e a arquitetura são impressionantes, o povo amável e a culinária deliciosa. A tapa espanhola que mais gosto de todas é da região, o polvo a feira, ou pulpo a gallega, como é conhecida em outras partes do país. Santiago também é uma cidade universitária, então, nos períodos de aulas, os bares ficam animadíssimos e dá para conhecer um pouco do que é “salir de copas”. Fiesta!

Veredito: se você chegou até o Porto, vale a pena dar um pulinho em Santiago, um ou dois dias são suficientes para conhecê-la. São só duas horas indo de carro, o que dá para fazer tranquilamente. Foi colocar o endereço do hotel no GPS e pronto. Ou tem sempre a opção de ir a pé, com a fé e a coragem 😉

Onde ficar: Nesse quesito, recomendo o hotel que fiquei, o Lux Santiago, na rua Douctor Teixeiro, 4. Bom custo benefício e localização ideal para conhecer o centro histórico a pé. Como a cidade é pequena, sugiro se hospedar perto do centro.

Por onde turistar: Na bela catedral, claro. E pelas ruas do centro histórico. Tudo lá gira em torno da questão religiosa, tem o museu de arte sacra, o centro de peregrinos e tal. Não tem muito como fugir disso. Os prédios são lindos, mas fora a catedral o resto não é muito interessante em termos de acervo. A cidade em si que que importa.
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*Em setembro de 2014, a Catedral estava em reforma. Não encontrei informação sobre até quando as obras vão durar. Apesar disso, estava aberta e era possível admirar sua beleza.

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*Patrimônio Mundial da Unesco, a catedral chama a atenção por sua arquitetura peculiar, que mistura os estilos gótico, renascentista e barroco e já apareceu até como cenário de HQs como HellBoy e Batman.

E pela Cidade da Cultura. Eu não tive tempo de conhecer, mas parece incrível. É um centro de artes e cultura, bem moderno, como outros lugares que os espanhóis gostam de fazer, nos moldes da Cidade das Artes e das Ciências de Valência.

O que comer: Tapas, tapas e tapas. Mas, entre todas, vá de polvo a feira, a especialidade da região. É cozido e cortado em pedacinhos, por isso nem tem uma aparência estranha, o que é um alívio para quem tem aflição do bicho. É servido com muito azeite, páprica e batatas. Fica muito saboroso. E na Galícia as tapas vêm em baixelas, sem miséria! Confie no garçom e peça um vinho da região para acompanhar. A rua da Reina, no centro histórico, tem vários bares de tapas muito bons.
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Chocolate. Lá não é a Suíça, mas descobri uma marca tão legal e gostosa, claro, que tenho que indicar. A Chocolat Factory (Plaza del Toural, 10) vende produtos divertidos e funcionais, feitos em parceria com designers. Tipo plaquinhas de chocolate que derretem na torrada, bombons para comer enfiando o dedo na boca, além de souvenirs fofos – as fotos ilustram melhor. Tudo com carinha hipster e delicioso.
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Tarta de Santiago, que é um bolo de amêndoas fofo, não muito doce. Muito bom mesmo. Apesar de parecer, não é sem graça. Eu não gosto de bolo sem graça. É esse com a cruz desenhada.
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Não deixe de fazer: Abraçar a estátua de Santiago para ganhar a sua benção. Sim, você pode dar um chamego na imagem do apóstolo, que está dentro da Catedral.

História de Santiago de Compostela: Santiago, ou Tiago, era apóstolo de Jesus Cristo e foi um dos principais pregadores da religião após a morte do messias. Foi assassinado por perseguidores do cristianismo na Palestina e seu corpo foi levado para a Espanha, onde católicos o enterraram. O local escolhido para seu sepulcro foi um bosque serrado e ermo, para que ninguém o encontrasse. Oito séculos depois, dois camponeses viram muitas luzes vindas do céu, que incindiam sob um local onde se encontrou os restos mortais do apóstolo. Nesse exato ponto, construíram uma capela, depois viraria a catedral, que passou a atrair peregrinos. E assim, iniciou-se o Caminho de Santiago de Campo Estela (de estrela, das luzes que iluminaram o local). Hoje, existem diversas rotas determinadas com base em passagens da bíblia ou da História, saindo da Espanha, de Portugal e da França. As pessoas as percorrem em busca de indulgência, paz espiritual, para pagar uma promessa ou simplemente para fazer um tracking.

Bônus: Se interessar mais que um pulo na Espanha, indico o roteiro Portugal-Espanha-Mediterrâneo que o Fábio do Viagens Cinematográficas fez, ou o guia feito a várias mãos que o Ricardo Freire reuniu no Viaje na Viagem, com o básico dos dois países.

*Foto de Destaque: Best Place In Spain

Por que eu me apaixonei por Portugal

“O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo”, Fernando Pessoa

Esse é o primeiro post de uma série de dicas de viagem sobre Portugal. Mas, com licencinha, primeiro serei um pouco passional e, mesmo fugindo do objetivo, acredito que ajudarei você, caro leitor, no momento em que estiver buscando tais recomendações. Isso porque, voltei, como disse aí no título, enamorada desse país e esse relato pode sim ser um ponto de apoio no momento de decidir o destino das férias.

Portugal nos parece tão familiar, afinal sempre permeou de uma forma ou de outra as histórias de família ou dos livros da escola. De fato é. Mas, de uma forma muito mais visceral do que possamos imaginar. É como olhar um reflexo na água, que além da nossa imagem, nos mostra também o fundo do lago. É andar na rua e ver nossos avós, tios-avós, primos. É reconhecer o penteado da sua tia nas senhoras que te servem um suco de laranja com pãozinho e um pastel de nata na padaria de manhã. É comer de novo aquela carne de panela com arroz que só sua avó fazia. Ou seja, não estou falando de ir aos museus e relembrar a história das grandes navegações e de como Cabral chegou à Terra de Santa Cruz. É como chegar em outra Terra, com T maiúsculo.

Deixando um pouco de lado a nostalgia (sou canceriana, desculpe), o país está renovado, em mais de um sentido. As cidades foram reformadas e os locais históricos restaurados. Além disso, suponho que a crise econômica que Portugal vem amargando há alguns anos trouxe um respiro criativo, de jovens que tiveram que se virar para sobreviver, e isso se nota na abertura de novos negócios, na moda, na arte, na noite e na gastronomia. Com alguma surpresa, ao chegar no Brasil, vi que a Vogue daqui tinha feito duas matérias sobre Portugal em sua edição de outubro. E não eram na editoria de turismo: uma era sobre o novo cool do país, que está atraindo os milionários brasileiros (coisas de Vogue), e a outra sobre estilistas emergentes. Ahá!

Vale ainda mencionar que o clima ameno é um ponto muito favorável ao turismo, o que deve atrair a horda de europeus que vi em todo lugar, assim como os preços mais amigos quando comparados ao resto da Europa e até mesmo ao Brasil (socorro, São Paulo).

Caí de amores também pela beleza e o carinho do povo. Português tem mini fama de mal-educado. Eu já tinha passado um fim de semana em Lisboa antes dessa viagem e não fui muito bem tratada… porém, agora, foi muito diferente. Quanta gente do bem, disponível, acolhedora, amável. E cada homem lindo, meu Deus hahaha!

Isso, sem mencionar as paragens incríveis do país. Sério. Natureza, arquitetura, rio, mar, vinhedos, porto… onde você também sente autenticidade, raíz. Começarei, portanto, falando das cidades por onde passei, suas belezas e peculiaridades, para depois tratar das coisas em posts temáticos (moda e compras, gastronomia, vinhos etc). Então, vamos para o início do meu roreito: Porto! Rola para baixo ou clica no próximo post 🙂

Update:

Para dar um pulinho na Espanha, vá de Porto a Santiago de Compostela. Clique aqui para saber da minha experiência. Se for a Lisboa, dou dicas de onde comer, comprar, passear, clique aqui para ler 🙂

Porto – não é só o vinho que interessa

Uma combinação de Ouro Preto com Paraty, Porto é belíssima. A comparação com a cidade litorânea brasileira é uma licença poética minha, uma vez que o município português é margeado em sua maior parte por um rio, o Douro, e não é famoso por suas praias. E tem um porto, claro.

Segunda cidade mais importante do país, tem arquitetura e patrimônio histórico impressionantes, em uma dimensão pequena, o que lhe confere charme. Dá para conhecer tudo a pé. Não à toa, é considerada pela Unesco patrimônio mundial da humanidade. Esse foi meu destino escolhido para começar a viagem por Portugal. Daqui, dei um pulo na Espanha, em Santiago de Compostela, depois fui descendo pelo Douro, parando em Coimbra e Óbidos, até chegar a Lisboa.

A área do porto, ou zona ribeira, é uma graça, cheia de restaurantes e bares, que ficam lotados de turistas. Apesar de parecer furada, é um passeio que vale muito a pena.

Por conta das universidades, a cidade também tem muita ‘vida jovem’. Eu não fui para as baladas, pero que las hay, las hay.

Onde ficar: Eu me hospedei em um flat, o Porto Central (Rua Mouzinho da Silveira, 149,). Saiu um bom custo benefício, o prédio era antiguinho, mas remodelado e superfofo, com todas as comodidades, inclusive wifi free. Bem de frente, está o Cantinho do Avillez, um dos restaurantes do Alex Atala dos portugas, o chef José Avillez, nada mal, né? Descendo a rua, chega-se à zona ribeira e subindo à Estação São Bento e ao centrinho histórico. Localização perfeita.

Como se locomover: Fiz tudo a pé. Eu prefiro assim. Mas, se quiser descansar as pernas – afinal a comparação com Ouro Preto significa também cidade com muitas ladeiras – Porto tem ótima distribuição de transportes públicos, com funicular e metrô, sendo que este liga o aeroporto ao centro.

Por onde turistar:
Na zona ribeira, já dita 😉
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Na Catedral da Sé, de onde se tem uma das mais encantadoras vistas de Portugal
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Pela Rua das Flores e adjacentes, no centrinho antigo, cuja bela arquitetura abriga restaurantes e lojinhas fofas. Duas que gostei foram a Mercearia das Flores (Rua das Flores 110), que vende conservas, queijos, cervejas, para levar e comer lá; e a Chocolateria Equador (Rua Sá da Bandeira 637), maravilhosa, que vende trufas de Vinho do Porto.
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No Café Majestic (Rua Santa Catarina 112), que é a Confeitaria Colombo de lá. Porém, achei os quitutes bem mais gostosos. Peça o Toucinho do Céu que, apesar de ser um doce vendido em todo lugar em Portugal, é especialidade da região do Porto e muito bem feito na casa.
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A Livraria Lello (Rua das Carmelitas 144) é uma das mais antigas de Portugal, fundada em 1869. Sua arquitetura impressionante também lhe rende o título de uma das mais belas do mundo em diversos rankings de turismo e design. O acervo de livros é grande. Eu amo livrarias, mas mesmo que você não compartilhe desse sentimento, uma entradinha para admirá-la não vai te causar arrependimento.
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A Estação São Bento é, claro, apenas um terminal de trens, mas seu saguão principal é tão lindo e eu tirei fotos tão legais, que, sim, recomendo uma passada.
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Do Porto, ainda é possível fazer um cruzeiro pelo rio Douro, visitar vinícolas produtoras de Vinho do Porto (dã) e até começar o Caminho de Santiago de Compostela. Eu optei por visitar as vinícolas um pouco mais para baixo, na região de Peso da Régua, onde também se produz o vinho licorado, e ir até Santiago confortavelmente de carro (hehehe). Portanto, as minhas dicas sobre esses passeios, você encontrará nos próximos posts.

*Foto Zona da Ribeira: Best Guide

As drags do RuPaul no centro da moda

Drag já não é mais tendência, é moda. Quatro rainhas saídas do RuPaul’s Drag Race (se não sabe ainda o que é isso, eu contei aqui) estampam camisetas de marcas mainstream descoladíssimas e eu já estou dando um jeito de contrabandear encomendar as minhas.

A primeira leva é da American Apparel, que convocou logo um trio: Willam, Alaska 500 e Courtney Act. Veja o vídeo de divulgação da collab e morra comigo:

A linha tem várias peças no estilo nightclubbing – como leggings, bodys, meias – mas, o que cobicei mesmo foram as camisetas.

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O segundo lançamento fashion é do Marc Jacobs, que não perde tempo jamais e fez uma t-shirt com estampa do Milk, participante meio circense da sexta temporada. A peça é de uma linha beneficente, em prol do câncer de pele, que já vendeu milhares de camisetas com a frase “protect the skin you are in” sobre a foto de alguma celebridade nua. Dessa vez a série, que já estampou Mrs. Beckham e Miley Cyrus, tem como estrela a drag queen, acompanhada de uma mensagem mais ousadinha. Toda a renda das vendas será doada para o NYU Skin Cancer Institute. Acho chique.

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Ambas marcas vendem online. A American Apparel entrega no Brasil, apesar disso, tentarei descobrir se a linha das queens chega nas lojas daqui também e colocarei um update.

Já a Marc Jabobs, não entrega em terra brasilis, fuen 🙁 Mas, de repente, rola de mandar para a casa de um amigo que mora nos EUA…

*As fotos são de divulgação das marcas

Berlim, a cidade mais legal da Europa

“I can remember standing, by the wall
And the guns shot above our heads
And we kissed as though nothing could fall
And the shame was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes, just for one day”
David Bowie, Heroes

Ai, Camila, mas que título besta. É gente, só que é isso mesmo e eu quero ir direto ao ponto. Tem cidades que são lindas, outras charmosas, outras históricas… sei lá… e Berlim é tudo isso. É cosmopolita e moderna, mas despretensiosa. Tudo é bacana. Tudo te agrada. Eu escolhi ser direta e simples (e também quebrei a cabeça, mas não achei outra coisa para definir sem ser brega).

Então, vamos lá, em vez de me estender em um texto tentando explicar o quanto incrível e atraente essa cidade é, eu te convido a ler os próximos posts e aproveitar as dicas que reuni, quem sabe assim um pouco da impressão maravilhosa que eu tive possa ser transmitida. Espero que sejam realmente úteis aos meus três leitores – cof, cof.

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Brandenburg Gate

Para começar, darei as dicas práticas. Isto porque, sim, já fui perguntada sobre elas (yay!). Além disso, acho que se alguém chegou até aqui, deve estar arrumando as malas, quer montar um roteiro, saber onde ficar, onde e como ir. Depois, vou falar do que interessa: baladas. Afinal, Berlim é a cidade do nightclubbing. Emendarei com mais coisitas sobre a viagem e irei linkando os posts aqui.

Bom, onde ficar:

Eu já me hospedei no albergue Wombats, considerado pelos usuários do Hostel.com um dos melhores do mundo, em um quarto de seis meninas e foi mesmo muito bom. Um conselho: reserve sempre direto com o estabelecimento, que fica mais barato. Sites como o Hostel ou o Booking podem ser boas referências para ver ratings e avaliações, mas eles cobram taxas a mais 😉

O albergue é superlimpo, novo, tem quartos com banheiro dentro, lockers no quarto, tudo organizado, café da manhã gostoso, um bar anexo, wifi, computadores, lavanderia, bikes para alugar. Os preços já não sei, pois fiquei lá em uma outra vez, em 2010. Mas, eram valores bem amigos (alô, Galvão).

Fica pertinho da Alexanderplatz, a Praça da Sé deles, de onde saem trens e metrôs com várias interligações, e também onde tem lojas como Primark, cinemas, farmácias, supermercados, um montão de coisas. Dá para chegar lá a pé. Do lado do Wombats, também tem uma avenida onde dá para pegar ônibus para os aeroportos e para outros pontos de turismo. Você já viu a Alex (tô íntima da praça) em filmes como A Identidade Bourne e Praia do Futuro.

Além disso, o bairro é bem moderninho, cheio de lojas e restaurantes legais. Lojas tipo MAC PRO, Khiels e Urban Outifitters, tá meu bem??? Nessa vizinhança, perto da saída do metrô Weinmeisterßtrasse, também tem uma loja de Absinto, a Absinthdepot Berlin, de morrer…

Aqui, no quesito onde ficar, já dei duas dicas, de onde turistar, Alexanderplatz, e de onde fazer compras, as ruazinhas perto do Wombats (ruas Rosenthalerstraße e Weinmeistersstraße).

Como se locomover:

Berlim é grande, então metrô e ônibus são necessários. Lá, além do metrô como conhecemos, tem o tram, que é uma espécie de bonde moderno. Você pode comprar apenas um passe que vale para todos. Compre o de quatro bilhetes, assim você paga com um descontinho. É preciso validar antes de cada viagem. Seja no metrô, tram ou ônibus, haverá uma máquina para você enfiar o bilhete e carimbar o horário. Sempre faça isso no primeiro meio de transporte que pegar, pois frequentemente sobem fiscais nos vagões para verificar os bilhetes dos passageiros. Se o seu não estiver carimbado, é multa na certa. Com o mesmo passe, você pode tomar diversas conduções no período de duas horas. Mas, algumas distâncias são tranquilamente possíveis de ser feitas a pé. Tenha um (Google) mapa à mão e pronto.

Ah, rola alugar bicicleta. Porém, eu não passei por essa experiência… se descobrir algo efetivo sobre isso, coloco um update aqui.

Por onde turistar:

Eu recomendo fazer os walking tours. O que é isso? É um rolê turístico andando hahaha. Tem diversos circuitos e são gratuitos, mas é altamente recomendável dar uma gorjeta no final para o guia. Eu fiz dois, um que era o original e outro que era o alternativo. Eu acho que vale muito a pena por que você vai no chão, próximo às coisas, ouvindo as explicações do guia, em uma cidade CHEIA de história, com locais em que muitas vezes os fatos se sobrepõem. Me explico: há, por exemplo, prédios que foram ocupados pelos nazistas e posteriormente pelos comunistas, tornando-se assim marcos de dois momentos da história de Berlim. Além disso, o tour te ajuda a se localizar para depois andar sozinho. Sobre o walking tour original: sai do Brandenburg Gate e cobre os principais pontos históricos. Já o alternativo, sai da East Side Gallery, que é uma parte do muro de Berlim pintada por grafiteiros do mundo inteiro (imperdível, a foto de destaque do post é de lá) e te leva para ver mais arte de rua e lugares ocupados por artistas (chamados de squats). Para dar uma ideia, vemos nesse tour grafites de Sean Shepard, autor daquele retrato azul e vermelho do Obama para sua campanha eleitoral, e do famigerado Banksy. Os passeios têm guias em inglês, alemão e espanhol. Para mais informações clique aqui.

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Estêncil atribuído a Sean Sephard, feito na lateral de um dos squats mais famosos de Berlim, o prédio Tacheles. No bairro judeu (Oranienburger Straße), era uma antiga loja de departamentos, foi tomado por artistas, que montaram nele seus ateliês. Há pouquíssimo tempo, foi fechado pela prefeitura, infelizmente.

Sobre museus:

Berlim tem uma ilha deles. Bom, não é exatamente uma ilha, é uma praça que tem esse nome e uma porrada de museus. Entre eles, recomendo o Neues Museum,  o museu egípcio onde fica o busto da rainha Nefertiti. Segundo os historiadores, é uma das peças mais importantes da antiguidade. Mas a visita vale se você se interessar por coisas raras da arqueologia. Se não, siga para as próximas dicas.

Museu do holocausto: fica abaixo do Memorial do Holocausto, que não é na ilha. Depois de andar no memorial, um conjunto de 2500 peças de concreto que formam um jardim de lápides duras e silenciosas, vá ao museu, que está no subsolo, para se aprofundar na história sombria do holocausto. É tenso, mas vale muito a pena.

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Memorial do Holocausto

Museu do Judaísmo: vale pelo mesmo motivo , por contar toda a história dos judeus desde a antiguidade e também por sua bela arquitetura. O arquiteto, Daniel Libeskind, é também autor do Memorial do Holocausto.

E agora, o programa mais divertido de todos: Mauerpark (Gleimstraße 55, 10437), aos domingos. Todo europeu vai aos parques no fim de semana. E em Berlim não é diferente. Aqui você vai encontrar um mercado de pulgas muito bom, uma feirinha de comidas e… um karaokê ao ar livre, com plateia gigante e animada. A galera aplaude e canta junto, mesmo com os desafinados. É muito… legal! E como um parque não basta, tem outro que é mara, o Templehof,  que era o aeroporto do Hitler! As instalações e a pista de pouso foram mantidas. Aliás, essa é uma característica de toda a capital alemã, os lugares antigos são preservados, contudo, com novos usos. Hoje o pessoal anda de bicicleta e skate onde antes os aviões taxeavam e, às vezes, rolam uns festivais de música lá, quem sabe você dá sorte e vê um?

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 Plateia do karaokê no Mauerpark 

Como se comunicar: muita gente fala inglês em Berlim, apesar de não ser um idioma superdifundido, eu me virei bem, uma vez que não falo uma palavra de alemão. Como tem muitos estrangeiros morando lá, não é raro encontrar alguém que fale francês ou espanhol, então se você for como eu, não se preocupe.

Segurança: Você pode circular de boa por toda a cidade, em qualquer horário, até sozinho. Quando há eventos nas ruas, tem policiamento não-armado e é tudo civilizado – eu passei o 1 de maio lá, quando rolam shows por toda a cidade, para todos estilos e gostos, é uma boa data para estar em Berlim 🙂 . Mas, furtos (roubos de subtração que você nem percebe, para deixar BEM claro) podem acontecer e acontecem e eu posso testemunhar, infelizmente. Não só em Berlim, mas também na Espanha, Portugal, França… presenciei e sei de vários casos. Por isso, não dê bobeira com bolsas, carteiras, celulares, câmeras e ande com uma cópia do passaporte, deixe o verdadeiro guardado. Essas dicas valem para qualquer destino na Europa, acredito eu.

A cidade tem muito mais coisas turísticas para fazer, mas esses são os meus destaques.

Se tiver mais alguma dúvida ou pergunta, coloca aqui nos comentários ou me manda um email 😉

UPDATE: Saiba quais são as melhores baladas de Berlim clicando aqui e post com um roteiro cervejeiro na cidade, clicando aqui!

Pamela Anderson superfashion

Quem não se lembra da loiraça de proporções avantajadas da série Baywatch, ou SOS Malibu no Brasil, que salvava os afogados e engasgava os telespectadores?

Famosa pelo desempenho televisivo assim como sextapístico, ela foi símbolo de muita coisa, mas ícone de moda não. Bom, isso até setembro de 2014, pois duas publicações decidiram estampa-la em editoriais classudos. Uma delas nada mais do que a CR Fashion, revista de Carine Roitfeld, ex-editora-chefe da Vogue francesa, uma das mais respeitáveis e reverenciáveis jornalistas de moda atualmente.

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A outra é uma revista modernete da Califórnia, que eu nunca tinha ouvido falar, chamada NoTofu, que parece muito bacaninha. Desta, a loira também é capa. Irreconhecível, né?
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Vale ainda dizer que a CR Fashion traz outros ícones pop americanos nesta edição, como a diva Beyoncé, a baby celebrity North West (filha de Kanye West e Kim Kardashian) e a vencedora do Eurovision 2014 Conchita Wurst (falei que as drags/trans são tendência). Acho que esse holofote dado por uma revista de nicho sobre o maisntream está relacionado ao Normcore, movimento sócio-cultural que coloca o “normal’ como a nova tendência, que por sua vez é alimentado pela volta dos anos 90 e pelo cansaço da “busca pelo novo” e do excesso de informações atual. Mais fácil, mais divertido e mais garantido investir nosso tempo e nosso prazer naquilo que já é consagrado, naquilo que é acessível. Pretendo discorrer sobre o assunto em outra oportunidade, quando tiver pesquisado mais a fundo.

As revistas podem ser vistas em suas versões online aqui e aqui, sendo que a CR Fashion vai soltando teasers aos poucos, até que sua quinta edição saia, em meados de setembro (a publicação é bianual).

*Fotos: NoTofu Magazine, Zoey Grossman/ CR Fashion, Johnny Dufort

RuPaul’s Drag Race

“When you become the image of your own imagination, it’s the most powerful thing you could ever do”, RuPaul

Eu simplesmente agarrei um amor nesse reality show que nem sei dizer. Minha amada amiga Márcia me falou umas 37 vezes para começar a assistir, na 38a eu resolvi dar ouvidos e fiquei viciada. Vi seis temporadas alucinadamente.

Bom, o RuPaul’s Drag Race é uma competição para eleger a drag queen superstar dos Estados Unidos do ano em questão. Tipo America’s Next Top Model, só que elevado a enésima potencia de mais legal. É comandado por RuPaul, drag queen que ficou mundialmente famosa nos anos 90, com uma música que emplacou, chamada Supermodel. Hoje, acho que Mama Ru é mais conhecida por ter sido a garota-propaganda da Viva GLAM, uma linha de batons da MAC, marca de maquiagens babado.

rupaul

Parece muita purpurina para um único show… e é. Mas, não se acanhe. Além de ser divertidíssimo, educa, emociona e incentiva. E sobretudo inspira. Quem assiste entende o que estou falando. Como não sei bem como desenvolver um texto analisando um programa tão peculiar, vou fazer tipo o BuzzFeed e elencar as razões pelas quais você tem que começar logo a assisti-lo, sem order, nem critério, nem número redondo. Depois eu conto quantas deram e coloco no título:

1. Ver RuPaul desfilar vestidos maravilhosos que fazem sombra em Tyra e Heidi.
2. Babar com as produções das drags. São absurdamente fantásticas.

courtney asas
3. Melhorar a autoestima com as pílulas de sabedoria que Ru solta a cada episódio, como por exemplo: “Olhe para mim: sou um velho  grande, embaixo de muita maquiagem. Se eu posso ficar linda, você também pode”
4. Saber como esconder os documentos quando decidir usar um biquini
5. Rir de verdade com as avaliações dos jurados quando as queens se apresentam na passarela. E isso vale muita coisa depois de um dia de trabalho na frente da telinha, dizae
6. E ganhar um bônus de humor com os jurados convidados para cada programa
7. Voltar à infância com as apresentações de fantoches. Não, pera.
8. Descobrir o que significa shade
9. Conhecer a RAJA (ficou curioso?)
10. Conhecer a Latrice Royale
11. Se apaixonar pela Adore

adore im fuk cool
12. Ver a Khloe Kardashian desabafar sobre as agruras de ter uma pomba gordinha :/
13. Chorar litros com as histórias de rejeição e homofobia contadas pelos participantes
14. Chorar litros com os reencontros familiares, as amizades reatadas e os noivados proporcionados pelo programa
15. Ter vontade de fazer lip sync todo dia no chuveiro (ou na rua, no busão, no Pão de Açúcar enquanto escolhe tomates)
16. Amar ainda mais a Cher, a Madonna, a Diana e a Gaga
17. Conversar depois com os amigos no bar – ou no Whatsapp, escolha seu meio – sobre suas drags favoritas, quais não deveriam ter sido eliminadas etc
18. Ficar louco para baixar RuPaul’s Drag Race Allstars, uma edição especial do programa, que contou com participantes de várias temporadas, reunindo um time de elite
19. Aprender truques de maquiagem infalíveis, como afinar o nariz e até aumentar o volume dos seios com sombra marrom (!)

nina make
20. Deixar de se vestir e começar a se montar
21. Aprender que não se deve vestir um corset depois de ter comido muito
22. Incluir no seu vocabulário as seguintes expressões: Loca!; Can I get an amen?; Halelu e Heiii
23. Aprender de uma vez por todas que leitura é FUNDAMENTAL.

Se eu te convenci, tá facinho: todas as temporadas estão no Netflix. E corre para entrar na tendência, pois as drags vão dominar geral, como cantou a bola minha querida Márcia. Elas estão na novela, em matéria em revista de moda, teve a Conchita Wurst ganhando o Eurovision 2014… e não, não é só mulher e gay que vê o programa não.

*Todas as fotos do post são de divulgação da Logo TV e RuPaul’s Drag Race Facebook